sábado, 10 de abril de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Cabana - William P. Young

Esta história deve ser lida como se fosse uma oração – a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana." - Michael W. Smith

Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A cabana se revelou um desses livros raros que, através do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público – já são quase dois milhões de exemplares vendidos – e de imprensa.
Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada.
Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.
Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Em um mundo tão cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

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Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allens: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana.
Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack entrega-se à Grande Tristeza, um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos do desaparecimento da menina, insiste em não diminuir.
Um dia, porém, ele recebe um estranho bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo.
Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um "acerto de contas" e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história.
Intenso, sensível e profundamente transformar, este livro vai fazer você refletir sobre o poder de Deus, a grandeza de seu amor por nós e o sentido de todo o sofrimento que precisamos enfrentar ao longo da vida.

sábado, 21 de novembro de 2009

Você é insubstituível?

Primeiro responda, e depois leia o texto:
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:"Ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa dizer nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? (O encara o gestor confuso).
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso...
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente / coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá.
Isso não só na vida profissional, mas na pessoal também... mas antes de esperar a conscientização do seu chefe o primeiro a se convencer disso é você, por você e pelos outros que trabalham a sua volta!
(Autor desconhecido, infelizmente)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Depois de cinco anos a dívida “caduca”... Será mesmo?

Muitos devedores acreditam que após cinco anos as suas dívidas “caducam” e, não precisarão mais se preocupar com o assunto. Não é raro o inadimplente que ameaça mover Ação de Danos Morais, devido aos constrangimentos causados pela cobrança de dividas vencidas a mais de cinco anos.
O conceito não é bem este, pois, é necessário distinguir dois importantes pontos: a “informação negativa” e a “prescrição da dívida”.
A informação negativa do devedor é mantida nos bancos de dados ou cadastros de consumidores utilizados pelas instituições de proteção ao crédito. Que são reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor. Além das informações negativas, que são os protestos, cheques sem fundos, dívidas não pagas, também são mantidos os dados positivos do consumidor, como, por exemplo, pagamentos pontuais e volume de compras, dentre outras.
A prescrição é a perda da ação em conseqüência do não uso dela, durante um determinado espaço de tempo. No caso de uma dívida, a prescrição ocorre pela falta de ação promovida pelo credor contra o devedor dentro dos devidos prazos definidos por lei. As dívidas não “caducam” após cinco anos.
O que ocorre é que as instituições de proteção ao crédito não podem manter em seus cadastros e bancos de dados, informações negativas referentes ao período superior a cinco anos. É o que estabelece o Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078/90) em seu artigo 43, §1º:
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.
O prazo de cinco anos a que se refere a lei deve ser contado a partir da data que deu origem à informação depreciativa sobre o devedor e não da inserção da informação no cadastro. Na prática, o consumidor (seja pessoa física ou jurídica), terá novamente o nome limpo na praça. Já que, os órgãos e entidades de proteção ao crédito devem retirar as informações negativas de seus bancos de dados após o período de 5 (cinco) anos.
Entretanto, o simples fato de serem excluídas as informações negativas, não quer dizer que a dívida “caducou”. Sendo a dívida legítima, após os cinco anos o credor ainda pode acionar o devedor judicialmente. Ao exemplo da "Ação Monitória" que pode ser proposta para títulos que perderam a força executiva num prazo de até 10 anos.
Portanto, não devemos confundir a informação negativa com a prescrição de dívida. Mesmo não existindo mais a informação negativa após passados os cinco anos, pode o credor promover medidas de cobrança contra o devedor

Por Dr. Denis Siqueira.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Livro: Os Mandamentos da Lucratividade


HABIB'S: UM NEGÓCIO DAS ARÁBIAS
Alberto Saraiva
Os mandamentos da lucratividade: as histórias e ensinamentos de um negócio que parecia impossível.
8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
O surgimento do negócio no formato de franquia foi uma criação esplêndida para o mundo dos negócios. Criar um modelo e, a partir dele, fazer cópias idênticas, que ofereçam o mesmo atendimento e a mesma qualidade dos produtos e serviços foi uma idéia genial que revolucionou o mercado. Muitas empresas adotam esse modelo padronizado que, estatisticamente, tem mais chances de consolidar-se no mercado que uma empresa fora do modelo franchising. A idéia foi de Ray Kroc quando criou o Mc Donald’s que, atualmente, tem como um dos seus principais concorrentes, no Brasil, o Habib’s. Para competir com aquele, Alberto Saraiva, fundador do Habib’s, teve que ser visionário e inovador em um país como o Brasil, marcado pelas crises econômicas, onde mais de 70% das empresas fecham as portas nos dois primeiros anos de vida. Saraiva foi um garoto humilde que enfrentou muitos obstáculos com muita coragem e determinação. Quando jovem, sofreu com a morte violenta e precoce de seu pai, o que lhe fez ter muita garra para “vencer na vida”. Ele cursava o primeiro ano de Medicina, curso que abandonou para se dedicar ao negócio da família – uma padaria - quando seu pai foi morto em um assalto. Inexperiente, passou por muitas dificuldades gerindo a padaria e percebeu que era preciso conhecer o trabalho realizado na empresa para não depender de seus funcionários. Conhecendo bem as atividades da empresa, pôde selecionar melhor seus colaboradores. Dessa experiência o autor tirou muitas lições e orienta: “aprenda a fazer aquilo que se administra, aprenda tudo sobre seu produto; receitas, processos, emprego da mão-de-obra, uso dos equipamentos. Quanto mais conhecê-lo, melhor. Não dependa de outras pessoas para que seu negócio floresça e se consolide” (pg. 81). A padaria prosperou e, em 1976, quando ele cursava o terceiro ano da faculdade, obteve seu primeiro lucro comercial com a venda da padaria, o qual investiu em uma lanchonete. Essa foi a sua primeira negociação de muitas que ainda viriam. Administrando a lanchonete, constatou que o respeito e a atenção pelas pessoas de idade foi uma das chaves do sucesso do seu negócio. Ao dar atenção a um simples senhor, conheceu um dos melhores cozinheiros árabes de São Paulo, que foi o responsável pelo conhecimento de comida árabe de que Alberto precisava para consolidar seu restaurante que recebeu o nome Habib’s – palavra árabe que significa amigo. Saraiva percebeu uma oportunidade observando o público de baixo poder aquisitivo e esse foi o seu diferencial. Sua trajetória para conquistar um espaço no mercado brasileiro, e agora também mundial, é tratada em seu livro Os Mandamentos da Lucratividade. O livro desenvolve-se a partir de alguns “mandamentos”, forma um pouco religiosa que ele utiliza para expressar algumas concepções que identifica como essenciais para o sucesso de um empreendimento. O autor dividiu a obra em quatro etapas e abordou em cada uma delas um aspecto crucial do negócio, facilitando a leitura. Em um primeiro momento o autor fala sobre como cuidar do atendimento. Em sua primeira loja Habib’s ele cumprimentava cada clientes e chamava-os pelo nome. Em seguida, o atendimento era rápido, a comida feita com ingredientes de ótima qualidade e ao final a conta era justa. Dessa forma, ele democratizou o consumo de seus produtos com preços que são acessíveis às pessoas de baixo poder aquisitivo, fazendo com elas pudessem freqüentar um restaurante, comer bem e gastar pouco. Com o slogan “nossos preços começam com zero” (pg. 76) o Habib’s atrai multidões de consumidores e lucra na quantidade de produtos vendidos, mesmo com uma baixa margem de lucro. Foi o preço baixo por uma comida de qualidade que chamou a atenção de uma cliente que se interessou em abrir a primeira franquia Habib’s. Com o tempo, a franquia se expandiu e começou a competir com outras empresas de fast-foods. Ao verificar que os produtos de algumas lojas não seguiam a padronização estabelecida, Alberto decidiu abrir uma cozinha central de onde eles vinham semiprontos. Isso permitiu que os funcionários dedicassem mais tempo ao cliente, porque, para Saraiva, a rapidez é fundamental na captação e conquista dos clientes. Ele costuma dizer que “para vencer na vida é preciso ter olhos de lince” (pg. 105), fazendo uma analogia entre o lince e o gerente que deve estar atento ao comportamento dos clientes para decifrar suas mímicas e antecipar-se a qualquer sinal de insatisfação. Alberto acredita que o segredo do seu sucesso foi persistir, não aumentar o preço por longos períodos e manter a mesma qualidade do seu produto. Ele enfatiza que os aspectos visuais influenciam notavelmente a clientela, por isso o ambiente do restaurante deve estar sempre limpo e agradável. Oferecer vantagens perceptíveis e sedutoras, atendendo às necessidades dos clientes é a melhor forma de atraí-los, diz ele. Além das vantagens, o atendimento aos clientes é uma forma de superar os concorrentes e essencial para alcançar o sucesso. Visando a padronização e o sucesso das franquias, ele criou um manual de fast-food do Brasil: o Manual de Operações da Rede Habib’s. Além disso, teve a idéia de criar a UTIH – Unidade de Terapia Intensiva do Habib’s para diagnosticar e solucionar os problemas das lojas. Resumindo essa primeira parte, é preciso “servir bons produtos, da maneira rápida, sempre com muita atenção, aos menores preços possíveis, em um ambiente agradável e limpo” (pg. 133). Em um segundo momento, o autor trata da importância de cuidar das despesas. Não contrair financiamentos é outra chave do sucesso. Desta forma, uma das políticas da rede Habib’s é: o investimento para se abrir uma franquia deve provir do patrimônio do investidor. Por essa razão, permite-se que haja diversos sócios, mas jamais empréstimos e financiamentos. Folha de pagamento enxuta é outro ponto a se destacar quando se trata de despesas. Saraiva teve a idéia de centralizar a cozinha para reduzir o número de profissionais que têm salário alto, assim, diminuiu o custo de produção, o que lhe permitiu praticar preços baixos. Não é fácil tomar a decisão de demitir funcionários, mas é muitas vezes indispensável para diminuir os gastos. Com a diminuição dos gastos no curto prazo, o lucro aparecerá no longo prazo e a empresa poderá crescer e oferecer outras vagas de trabalho em suas novas unidades. A pesquisa de preço dos insumos e seleção de fornecedores deve ser feita criteriosamente buscando o menor custo possível, mas mantendo sempre a qualidade dos produtos. Também para diminuir os custos de produção, Alberto prefere não utilizar a terceirização, pois acredita que a “verticalização”, como ele denomina, é mais barata e permite maior controle sobre a qualidade do produto final. Ele também destaca que a terceirização não pode jamais ser utilizada em processos estratégicos da empresa, por isso, empresas da rede são as responsáveis por pesquisar pontos comerciais para a abertura de novas franquias, pela propaganda e marketing e pelo serviço de atendimento ao cliente. Alberto defende a terceirização somente quando não se tem conhecimento para produzir o produto, oferecer o serviço ou quando o produto da terceirização está sob total controle. Ele cita como exemplo o sorvete o sorvete do Habib’s que é produzido por uma empresa da rede. Isso permite praticar preços mais baixos do que se ele terceirizasse comprando os sorvetes da Kibon. Para ele, a terceirização diminui a competitividade e vai contra o principal mandamento: preço baixo. Ele lembra que deve-se estar atento às receitas e despesas, fazendo a contabilidade da empresa criteriosamente para não se deslumbrar com o faturamento e esquecer-se das dos gastos. Na terceira parte do livro, o autor fala das vendas. Ao definir o cardápio do Habib’s, ele verificou quais os produtos que os clientes mais consumiam. É preciso vender aquilo que o cliente compra, diz ele. As margens de lucro das bebidas, sobremesas e aperitivos são altíssimas, por isso o restaurante trabalha em cima de metas de vendas. Defini-se quanto cada cliente deve consumir de bebida e sobremesa. Os garçons devem alcançar essa meta e buscar superá-la para serem bonificados. A pessoa responsável pelas vendas deve estar atenta aos números, aos funcionários, ao atendimento, assim como, à motivação deles para vender. Essa é uma função definida pelo autor como “Coluna Mestra”, que são as funções para as quais é imprescindível recrutar pessoas capacitadas e éticas, comprometidas com a cultura e o objetivo da organização. Já na quarta e última parte do livro, Alberto fala mais sobre o cuidado com as pessoas e suas funções. A motivação dos funcionários é fator decisivo para ter bom atendimento e bons resultados. Para mantê-los motivados, a recompensa que eles receberão é a inspiração de que eles precisam para trabalharem rápido e atenderem bem aos clientes. Quando os funcionários não estão desempenhando bem sua função, muitas vezes, a solução pode ser o reposicionamento. Um funcionário pode não ser bom para determinada função, mas excelente para outra. Antes de demiti-lo, vale repensar se ele é capaz de desempenhar melhor outro cargo. Algumas funções não podem ser delegadas às pessoas que não sejam treinadas e avaliadas pela rede, principalmente quando se trata de funções estratégicas. Saraiva acredita que as “Colunas Mestras” são a base do negócio. Uma falha nelas e o negócio pode falir em pouco tempo. Mesmo que se tenha confiança em determinadas pessoas, elas devem ser capazes e comprometidas com o negócio. Para manter o comprometimento dessas pessoas, uma solução é torná-las sócias, assim elas terão mais motivação para trabalhar, uma vez que um lucro maior para a empresa significa uma fatia maior para elas também. Alberto deixa a dica: “Você até que não precisa ser tão bom, mas sua equipe sim. Descubra talentos” (pg. 237). Alberto Saraiva, médico por formação, mas empreendedor por vocação, acreditou em um sonho e foi guiado sempre por novos sonhos. Ao alcançar um sonho, sonhava mais alto. De uma lanchonete, em 15 anos, ele fez uma rede de restaurantes com mais de 250 franquias que empregam aproximadamente 12.000 funcionários diretamente. São 600 milhões de esfirras vendidas e mais de 120 milhões de clientes atendidos por ano. Ao realizar o seu sonho com o sucesso do Habib’s no Brasil ele sonhou mais alto e introduziu a rede no mercado mexicano, internacionalizando essa rede brasileira de restaurantes árabes. Nos próximos anos espera-se que ela esteja em novos mercados, como o europeu e o americano.
O livro de Alberto Saraiva além de contribuir para uma melhor compreensão do modelo de franquia, do seu funcionamento e dos aspectos que merecem maior atenção para criar e consolidar uma empresa no mercado, também relata a história da vida de uma pessoa determinada, visionária e sonhadora que acreditou em uma idéia e construiu um império com muito trabalho e dedicação a partir de poucos recursos. Sua trajetória é simplesmente inspiradora, principalmente, para as pessoas que pretendem abrir ou expandir seu negócio. Ele demonstra um certo partidarismo ao citar várias vezes o Presidente Luis Inácio Lula da Silva e também sua religiosidade ao tratar do assunto como mandamentos e citar várias vezes sua fé. É também um pouco tradicional ao ser contra à terceirização que, hoje, é muito utilizada para descentralizar as operações e processos nas empresas.
O livro é uma boa leitura para estudantes, pequenos e médios empreendedores, pois com uma linguagem simples, ele ensina com exemplos práticos. Pode-se aprender muito mais com sua trajetória para criar o Habib’s do que com livros teóricos sobre empreendedorismo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A arte de ouvir

Praticar a arte de ouvir é estar atento aos detalhes.


Sempre que me perguntam quais são os atributos diferenciados de um líder, procuro ressaltar dois: estar disponível e saber ouvir. A meu ver, são os essenciais. Manter-se disponível exige disciplina, generosidade e, principalmente, sentir desejo de estar com as pessoas. Quem se esconde atrás da agenda lotada não lidera. Ela serve de desculpa para não ter de apoiar, educar, elogiar e para não ter de ouvir!

Ouvir é estar atento aos pequenos detalhes
A complexidade do mundo moderno exige que os problemas sejam abordados coletivamente. Praticar a arte de ouvir quer dizer estar atento aos detalhes de cada questão apresentada, às sutilezas de cada problema e ao que cada situação tem de única. Essa prática exige concentração, disponibilidade, rapidez de raciocínio e poder de síntese. Olhe em sua volta. Quem é a pessoa com quem você gosta de conversar quando precisa de uma opinião? Provavelmente, a resposta será um bom ouvinte. Aliás, é preciso aprender a ouvir ativamente. Porque também existem os ouvintes passivos, que olham para você como se estivessem prestando atenção, mas que estão com a cabeça em outro lugar. Quem ouve ativamente participa da conversa, indaga, estimula, pede explicações mais detalhadas.
Quem ouve atentamente torna digna e respeitosa a conversa. E por que toda essa preocupação com esse importante atributo da liderança? Porque estamos nos tornando surdos. Diariamente, lemos e respondemos e-mails calados. Nos ligamos a mais pessoas nas redes sociais, lemos o que elas escrevem e elas nos leem. Mas não as ouvimos! Algumas tecnologias de comunicação oral estão crescendo e o exercício de ouvir começa a voltar lentamente, mesmo doendo nos ouvidos.
Procure exercitar sua audição. No lugar do e-mail, vá até a pessoa com quem deseja falar, que às vezes está na sala ao lado. Faça isso periodicamente e exercite sua capacidade de ouvir. Mostre interesse. Essa combinação de disponibilidade associada ao ato de ouvir serve para tudo. Melhora as relações pessoais, afi na o respeito e cria uma consciência de parceria, que é fundamental neste complexo mundo moderno. Você me ouviu?

Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da Amrop Hever Group

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Trabalho acadêmico

Trabalho acadêmico é o texto (em sentido lato ou estricto) resultado de algum dos diversos processos ligados à produção e transmissão de conhecimento executados no âmbito das instituições ensino, pesquisa e extensão universitária, formalmente reconhecidas para o exercício dessas atividades.

Finalidades

As diversas finalidades do trabalho acadêmico podem se resumir em apresentar, demonstrar, difundir, recuperar ou contestar o conhecimento produzido, acumulado ou transmitido. Ao apresentar resultados, o texto acadêmico atende à necessidade de publicidade relativa ao processo de conhecimento. A pesquisa realizada, a ideia concebida ou a dedução feita perecem se não vierem a público; por esse motivo existem diversos canais de publicidade adequados aos diferentes trabalhos: as defesas públicas, os periódicos, as comunicações e a multimídia virtual são alguns desses. A demonstração do conhecimento é necessidade na comunidade acadêmica, onde esse conhecimento é o critério de mérito e acesso. Assim, existem as provas, concursos e diversos outros processos de avaliação pelos quais se constata a construção ou transmissão do saber. Difundir o conhecimento às esferas externas à comunidade acadêmica é atividade cada vez mais presente nas instituições de ensino, pesquisa e extensão, e o texto correspondente a essa prática tem característica própria sem abandonar a maior parte dos critérios de cientificidade. A recuperação do conhecimento é outra finalidade do texto acadêmico. Com bastante freqüência, parcelas significativas do conhecimento caem no esquecimento das comunidades e das pessoas; a recuperação e manutenção ativa da maior diversidade de saberes é finalidade importante de atividades científicas objeto da produção de texto. Quase todo conhecimento produzido é contestado. Essa contestação, em que não constitua conhecimento diferenciado, certamente é etapa contribuinte no processo da construção do saber que contesta, quer por validá-lo, quer por refutá-lo. As finalidades do texto acadêmico certamente não se esgotam nessas, mas ficam aqui exemplificadas. Para atender à diversidade dessas finalidades, existe a multiplicidade de formas, entre as quais se encontram alguns conhecidos tipos, sobre os quais se estabelece conceito difuso.

Tipos

Apresentamos, a seguir, alguns dos tipos mais comuns dos trabalhos acadêmicos formais, não considerando provas, exercícios e outros textos menos significativos. Há ainda sites, trabalhos de multimídia, encenações e outros que não são considerados, uma vez que o foco deste tópico está concentrado na produção escrita formal.

Trabalhos acadêmicos longos


Tese

Uma tese (literalmente 'posição', do grego θέσις) é uma proposição intelectual. Hoje é principalmente o trabalho acadêmico que apresenta o resultado de investigação complexa e aprofundada sobre tema mais ou menos amplo, com abordagem teórica definida. “É um texto que se caracteriza pela defesa de uma idéia, de um ponto de vista. Ou então pelo questionamento acerca de um determinado assunto. O autor do texto dissertativo trabalha com argumentos, com fatos, com dados, que utiliza para reforçar ou justificar o desenvolvimento de suas idéias”
tese é documento essencial para a obtenção do grau mestre, doutor, livre-docente ou professor titular. Deve revelar a capacidade de seu autor em incrementar a área de estudo que foi alvo de suas investigações, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. Seus itens basilares são: revisão de literatura, metodologia utilizada, rigor na argumentação e apresentação de provas, profundidade de idéias e avanço dos estudos na área. Um fator que caracteriza a tese é a originalidade. É elaborada sob a coordenação de um orientador quando se trata de uma tese demestrado ou doutoramento. Em geral, a tese é produção de cerca de 200 páginas, podendo variar bastante esse número. É o trabalho final dos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, elaborado depois de cursados os respectivos créditos e feita a pesquisa correspondente; nesses casos é desenvolvida sob assistência de um orientador acadêmico. É trabalho autônomo de pesquisador sênior, quando se trata de livre-docência ou acesso à titularidade. É defendida publicamente perante bancas de cinco ou mais doutores.

Dissertação


A tese deve revelar a capacidade do pesquisador em sistematizar o conhecimento, revelando a capacidade do doutorando em fornecer uma contribuição para a ciência, primando pela originalidade.
Dissertação é um trabalho acadêmico baseado em estudo teórico de natureza reflexiva, que consiste na ordenação de ideias sobre um determinado tema. A característica básica da dissertação é o cunho reflexivo-teórico. Dissertar é debater, discutir, questionar, expressar ponto de vista, qualquer que seja. É desenvolver um raciocínio, desenvolver argumentos que fundamentem posições. É polemizar, inclusive, com opiniões e com argumentos contrários aos nossos. É estabelecer relações de causa e conseqüência, é dar exemplos, é tirar conclusões, é apresentar um texto com organização lógica das idéias. Basicamente um texto em que o autor mostra as suas ideias.
A dissertação, geralmente, é feita em final de curso de pós-graduação, stricto sensu (mestrado), com a finalidade de treinar os estudantes no domínio do assunto abordado e como forma de iniciação a pesquisa mais ampla. Nesse caso, é produção de aproximadamente 100 páginas, podendo variar um pouco o número. É o trabalho final dos cursos de mestrado, elaborado depois de cursados os respectivos créditos e feita a pesquisa correspondente; é desenvolvida sob assistência de um orientador acadêmico. É defendida publicamente perante bancas de três ou mais doutores.
Na monografia (dissertação) para a obtenção do grau de mestre, além da revisão da literatura, é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologia utilizada na pesquisa.
Dissertação científica, ou simplesmente exercitação, é o trabalho feito nos moldes da tese, com a peculiaridade de ser ainda uma tese inicial ou em miniatura.
A dissertação tem ainda finalidade didática, uma vez que constitui o grande treinamento para a tese propriamente dita.
Chama-se memória a dissertação sobre assunto científico, literário ou artístico, destinada a ser apresentada ao governo, a uma corporação ou academia

Monografia

Monografia é uma dissertação (em sentido lato) sobre um ponto particular de uma ciência, de uma arte, de uma localidade, sobre um mesmo assunto ou sobre assuntos relacionados. Normalmente escrito apenas por uma pessoa. É o principal tipo de texto científico. Trabalho acadêmico que apresenta o resultado de investigação pouco complexa e sobre tema único e bem delimitado.

A monografia é geralmente conhecida pelos universitários como o último e mais difícil trabalho de faculdade/universidade.
Raramente a monografia é elaborada com base em pesquisa original ou apresenta resultado de estudo experimental; normalmente é estudo recapitulativo, de base bibliográfica. Visa geralmente à obtenção do título de bacharel ou especialista, sendo usada ainda como trabalho de conclusão de alguma disciplina regular.

Em geral é produção de cerca de 60 páginas, variando pouco esse número. É o trabalho final dos cursos de graduação, elaborado depois de cursados os respectivos créditos e feita a pesquisa correspondente; é desenvolvida, em alguns casos, sob assistência de um orientador acadêmico. Raramente tem defesa pública.
A monografia é apontada como trabalho de conclusão para muitos cursos de graduação no Brasil, especialmente aqueles de caráter científico ou humanístico. Para trabalhos de mestrado, são normalmente escritas dissertações; para trabalhos de doutorado, teses. Ao contrário destas, uma monografia não precisa necessariamente apresentar resultados acadêmicos inéditos.
Segundo o dicionário Aurélio, a monografia é um estudo minucioso a fim de esgotar determinado tema relativamente restrito. Outra definição, a partir do exposto por Umberto Eco, por exemplo, em como se faz uma monografia se refere a textos de trinta a duzentas páginas redigidos durante uma disciplina ou curso por uma ou várias pessoas, sobre um tema referido aos estudos nos quais deve se aprofundar.
De acordo com seus propósitos, a monografia é construída a partir de inúmeras regras que visam basicamente o melhor tratamento da ideia ou assunto tratado assim como também gerar uma certa homogeneidade em relação à metodologia utilizada para sua criação.
Esta se baseia a partir de fatos ou ainda conceitos, devendo-se fundamentar o assunto de modo a que se obtenha uma coerência e relevância científica ou filosófica. Para tanto, a monografia necessita ser elaborada a partir do embasamento existente em bibliografias, que irão fundamentá-la ou ainda a partir de resultados práticos de pesquisa científica, como um modo de apresentação, racionalização e discussão dos mesmos.
É desejável que a monografia possua o máximo de vieses possíveis sobre o assunto tratado, de modo a possibilitar ao leitor o entendimento substancial do mesmo. Para tanto, esta é composta de inúmeras partes, textuais, pré e pós-textuais que possuem funções específicas de relevância conhecida.

Trabalho de conclusão de curso

O trabalho de conclusão de curso (TCC, eventualmente chamado trabalho de graduação interdisciplinar ou trabalho final de graduação e mais raramente projeto experimental) é um tipo de trabalho acadêmico amplamente utilizado no ensino superior como forma efetuar uma avaliação final dos graduandos que contemple a diversidade dos aspectos de sua formação universitária, no Brasil.
Em muitas instituições, o TCC é encarado como critério final de avaliação do aluno: em caso de reprovação, o aluno estará impedido de obter o diploma e conseqüentemente exercer a respectiva profissão até que seja aprovado. Embora a expressão "trabalho de conclusão de curso" possa ser utilizada em meios que não os da graduação universitária, no Brasil ela está invariavelmente ligada ao ensino superior.
O escopo e o formato do TCC (assim como sua própria nomenclatura) variam entre os diversos cursos e entre diferentes instituições, mas na estrutura curricular brasileira ele possui papel de destaque: em cursos ligados às ciências, normalmente é um trabalho que envolve pesquisa experimental, em cursos de caráter profissional, normalmente envolve: pesquisa bibliográfica e/ou empírica, a execução em si e uma apresentação de um projeto perante uma banca examinadora entre 3 e 5 professores (não necessariamente com Mestrado e/ou Doutorado).
A Banca Examinadora formada para tal propósito não cria nenhuma expectativa de originalidade. Portanto, pode ser uma compilação (e não cópia) de outros ensaios com uma finalidade, um fio condutor, algo que forneça um roteiro, uma continuidade.
Professores orientadores recomendam que o tema escolhido seja um assunto o qual o aluno possua afinidade. Ele vai passar talvez um ano ou mais escrevendo sobre um determinado assunto.Caso contrário, será muito mais difícil para o aluno conviver com ele todo esse tempo.
O tema deve ser procurado através de perguntas. Uma grande dúvida deve ser o início de um trabalho acadêmico. Algo que não foi respondido ainda. Alguma área do curso escolhido que ainda tenha algo escondido dos cientistas.
Estes são alguns tipos de trabalhos de conclusão de curso:
Estudo de caso
Revisão bibliográfica.
Pesquisa de recepção

Trabalhos acadêmicos curtos

Artigo

Artigo científico é o trabalho acadêmico que apresenta resultado sucinto de pesquisa realizada de acordo com a metodologia de ciência aceite por uma comunidade de pesquisadores. Por esse motivo, considera-se científico o artigo que foi submetido ao exame de outros cientistas, que verificam as informações, os métodos e a precisão lógico-metodológica das conclusões ou resultados obtidos.

Em geral, é produção de 40 páginas ou menos. Pode ser resultado de sínteses de trabalhos maiores ou elaborados em número de três ou quatro, em substituição às teses e dissertações; são desenvolvidos, nesses casos, sob a assistência de um orientador acadêmico. São submetidos às comissões e conselhos editoriais dos periódicos, que avaliam sua qualidade e decidem sobre sua qualidade relevância e adequação ao veículo.
É apresentado segundo a linguagem e método próprios de uma área da ciência e, de modo geral, com uma estrutura lógica de argumentação, apresentando inicialmente o problema ou objetivo da investigação, o conjunto de hipóteses, as possíveis soluções do problema ou modos de se atingir o objetivo, uma descrição dos métodos e técnicas utilizados, uma análise dos resultados obtidos, uma conclusão que aponta qual hipótese foi verificada experimentalmente.

Como há diversidade no que seja o método em cada área da ciência, a forma do artigo científico pode variar em sua apresentação, não existindo uma estrutura única que assegure, por si mesma, a cientificidade de um artigo ou texto que se pretenda científico.
Diante dessa impossibilidade de uma construção textual objetivamente científica, há a necessidade do exame do artigo pela comunidade científica, pois a ciência é uma forma de conhecimento de caráter público, cuja validade só se estabelece após o debate em torno dos resultados apresentados e do caminho percorrido - o método - que conduziu a sua construção.
Deste modo, o artigo científico, ao tornar público e aberto ao debate o conhecimento elaborado em pesquisa, é um meio fundamental para a divulgação e desenvolvimento da ciência.

Relatório

Um relatório é um conjunto de informações utilizado para reportar resultados parciais ou totais de uma determinada atividade, experimento, projeto, ação, pesquisa, ou outro evento, esteja finalizado ou ainda em andamento.

Quando se trata de um trabalho acadêmico, pode ser elaborado com referência a pesquisa original, ou apresentar estudo bibliográfico. Visa comumente apresentar o andamento de trabalhos junto a órgãos financiadores e fiscalizadores, pode ser etapa de estágio ou pesquisa. Nesse caso, é submetido às comissões e conselhos dos órgãos competentes, ou do evento, que decidem sobre o mérito.
Normalmente utiliza-se formatação padronizada, o que no entanto pode ser flexibilizado caso o âmbito do mesmo seja interno ao setor executante ou grupo a que este último pertence.
A dificuldade na criação de um relatório, é normalmente proporcional à complexidade e amplitude do assunto abordado. Em situações deste tipo, criar sub-relatórios pode ser uma boa alternativa.

Resenha

A resenha é um gênero textual em que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. É texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.
Resenha é um texto que serve para apresentar outro (texto-base), desconhecido do leitor. Para bem apresentá-lo, é necessário além de dar uma ideia resumida dos assuntos tratados, apresentar o maior número de informações sobre o trabalho: fatores que, ao lado de uma abordagem crítica e de relações intertextuais, darão ao leitor os requisitos mínimos para que ele se oriente quanto ao grau de interesse do texto-base.

Quando se trata de resenha científica, ou trabalho acadêmico de divulgação, apresenta síntese e crítica sobre trabalho científico mais longo. Pode ser elaborado com base em leitura motivada por interesse próprio ou sob demanda editorial. Visa geralmente à publicação em periódico técnico ou mesmo visando divulgação de conhecimento ao grande público pela veiculação em mídia ampla. Nesses casos a resenha é, geralmente, feita por um cientista da mesma área de conhecimento do texto-base.
Mas que informações dar sobre o texto? Ora, se o leitor não o conhece, é preciso informar-se, pelo menos, o nome do autor, o nome do texto, onde e quando foi publicado. Lembre-se de que o leitor pode querer ter acesso ao texto resenhado e, para tanto, precisa dessas informações básicas. Elas podem aparecer no corpo do texto ou no final , como uma citação bibliográfica. Se forem apresentadas no corpo do texto, devem ser bem integradas à exposição dos assuntos tratados.
E em que consiste uma abordagem crítica? Abordar criticamente um texto consiste em opinar sobre ele, apresentando problemas e qualidades que o resenhador julga importante destacar para o seu leitor. Portanto, a abordagem critica não significa, necessariamente, um levantamento dos problemas detectados no texto. Pode constituir-se também no destaque de certas qualidades.
Além das informações básicas e da abordagem crítica, uma boa resenha procura estabelecer relações do texto-base com outros textos (relações intertextuais), recurso que dá ao leitor outras possibilidades de entrada para o texto-base.
Do ponto de vista da construção do texto da resenha, a apreciação crítica obedece a um fio condutor que o resenhador julga como o ponto de entrada mais interessante para o leitor. O fio condutor é , portanto, o tópico que o resenhador escolhe do texto-base para despertar o interesse do leitor e serve para conduzir toda a sua exposição sobre o texto-base.
Sintetizando, resenha é a apresentação de um texto resultante de sua apreciação crítica por parte do resenhador. Assim entendida, ela tem sido chamada também de resenha crítica.
Resenha Descritiva é um resumo do livro de que você descreve as características. A resenha tem a seguinte base: opinião + facto.
O objeto resenhado pode ser de qualquer natureza: um romance, um filme, um álbum, uma peça de teatro ou mesmo um jogo de futebol. Uma resenha pode ser "descritiva" e/ou "crítica".


Comunicação

O sistema de comunicação científica de uma determinada área do conhecimento é formado pelas diferentes formas de comunicação utilizadas pelos cientistas que representam a referida área.
Com o advento da rede mundial, conhecida como Internet, as formas de comunicação vêm se alterando, modificando, ampliando e proporcionando maior rapidez, eficiência, amplitude e rompendo barreiras temporais, geográficas e financeiras tanto nos canais formais como nos canais informais de comunicação. A comunicação informal caracteriza-se pela comunicação de carater pessoal, isto é, acesso limitado e pequena tiragem. Como exemplo dessa categoria de documento temos as cartas, os relatórios de pesquisas em andamento, relatórios de governo, a comunicação oral, entre outros.
Por sua vez a comunicação formal é caracterizada pelo amplo acesso e grande tiragem das fontes de informação como livros, artigos de periódicos.
De acordo com GROGAN (1992)os documentos ou fontes de informação podem apresentar-se em três categorias distintas:
1. documentos ou fontes primárias - são aqueles que discutem idéias novas, novas interpretações sobre acontecimentos importantes ou novos registros com a interferência direto do autor. São fontes que apresentam a dificuldade de acesso porque estão dispersas e praticamente fora do sistema de controle bibliográfico.
2. documentos ou fontes secundárias - documentos organizados de acordo com um arranjo definido, podendo ser arranjo alfabético, cronológico ou sistemático que contêm informações filtradas, organizadas e retiradas das fontes primárias. São exemplos os dicionários e as enciclopédias.
3. documentos ou fontes terciárias - não apresentam conhecimento, são na verdade guias, direcionadores, sinalizadores para a localização de informaçao contida nas fontes primárias e secundárias. Os catálogos, diretórios, bibliografias são exemplos dessa categoria.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_acad%C3%AAmico#Tipos